Por que o sucesso dos agentes de IA não é uma questão de modelo, mas de base tecnológica

A corrida pela adoção de agentes de inteligência artificial nas empresas ganhou velocidade. Provas de conceito se multiplicam, orçamentos são aprovados e equipes de tecnologia recebem mandatos cada vez mais ambiciosos.

Mas há um padrão recorrente que ameaça transformar esse entusiasmo em frustração: organizações que investem pesadamente em IA corporativa sem construir a base que sustenta sua operação em escala.

O problema não está nos modelos, mas mais fundo.

O que distingue um piloto de uma operação real

Agentic AI, o conceito de agentes autônomos capazes de planejar, executar tarefas e interagir com sistemas e dados de forma encadeada, representa um salto qualitativo em relação à IA generativa conversacional.

Um agente não apenas responde perguntas: ele acessa APIs, consulta bases de dados, toma decisões intermediárias e age sobre sistemas corporativos, muitas vezes sem intervenção humana a cada passo.

Essa autonomia é, ao mesmo tempo, o maior valor e o maior risco. E é exatamente aqui que a infraestrutura deixa de ser um detalhe operacional e passa a ser um fator estratégico.

Uma pesquisa com 650 executivos revelou que 87% afirmam que a agentic AI está redesenhando suas prioridades estratégicas, mas 62% admitem dificuldade para proteger redes, gerenciar identidades de agentes e garantir a segurança dos dados em trânsito. A ambição está presente. A infraestrutura para sustentá-la, nem sempre.

Os cinco pilares que definem se a IA vai operar ou apenas existir

1. Conectividade e desempenho de rede

Agentes de IA não residem em um único sistema. Eles transitam entre aplicações, nuvens e data centers, consumindo e produzindo dados em tempo real. Latência não é tolerável nesse modelo, é um fator limitante.

96% dos executivos ouvidos na pesquisa afirmam que IA em tempo real exige redes robustas. Não se trata de um detalhe técnico, mas do requisito operacional fundamental para que agentes funcionem.

Para CIOs e arquitetos de TI, isso significa que a discussão sobre infraestrutura para IA começa (mas não termina) na rede. Velocidade, resiliência e políticas de segurança aplicadas na camada de conectividade são pré-requisitos, não opcionais. 

2. Identidade e controle de acesso para agentes não humanos

  • Quando um agente de IA acessa um sistema, quem está acessando?
  • Com que privilégios?
  • Por quanto tempo?

Essas perguntas, que já são complexas para usuários humanos, tornam-se críticas em ambientes com dezenas ou centenas de agentes operando simultaneamente.

A gestão de identidade para IA exige uma extensão do modelo de Zero Trust: cada agente deve ter identidade verificável, acesso mínimo necessário e rastreabilidade completa de suas ações. Sem isso, a adoção de IA corporativa introduz vetores de ataque invisíveis ao perímetro tradicional de segurança.

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3. Observabilidade em tempo real

Diferentemente de sistemas determinísticos, agentes de IA tomam decisões baseadas em probabilidade. Um mesmo input pode gerar outputs diferentes. Isso torna a observabilidade (a capacidade de monitorar o que o sistema está fazendo, por que e com quais consequências) não apenas útil, mas indispensável.

Para que pessoas colaborem efetivamente com agentes de IA, elas precisam enxergar o que esses agentes estão fazendo, confiar nos dados que embasam suas ações e intervir quando algo parecer fora do esperado.

Nada disso é possível sem redes resilientes, controles de identidade sólidos e visibilidade em tempo real do comportamento dos agentes.

Infraestrutura de observabilidade para IA vai além de logs e dashboards convencionais. Exige rastreamento de chamadas entre sistemas, monitoramento de consumo de recursos e alertas configurados para comportamentos anômalos de agentes.

4. Processamento e escalabilidade de infraestrutura

Modelos de linguagem de grande escala e pipelines de inferência são workloads intensivos. Em ambiente de produção, com múltiplos agentes operando em paralelo, a demanda por processamento, memória e armazenamento cresce de forma não linear.

Empresas que dimensionam sua infraestrutura para um piloto com dezenas de requisições por hora frequentemente se surpreendem ao tentar escalar para operações com milhares de chamadas simultâneas. O gargalo raramente é o modelo — é a capacidade computacional e a arquitetura de distribuição de carga.

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5. Governança como camada estrutural, não como auditoria posterior

Governança de IA é frequentemente tratada como uma etapa de compliance — algo que se resolve depois que o sistema já está funcionando. Essa abordagem é estruturalmente equivocada.

Em ambientes de agentic AI, decisões são tomadas em velocidade e escala que tornam a revisão manual inviável. Políticas de uso, critérios de intervenção humana, limites de autonomia dos agentes e trilhas de auditoria precisam ser definidos e implementados antes da operação e não como resposta a incidentes.

Governança eficaz para IA corporativa combina políticas organizacionais com controles técnicos: desde a definição de quais sistemas os agentes podem acessar até mecanismos de override quando o comportamento sai do padrão esperado.

O orçamento está se movendo. A infraestrutura precisa acompanhar.

Em média, organizações estão direcionando quase 37% de seus orçamentos de tecnologia para iniciativas de agentic AI. Esse é um patamar de transformação.

Mas investimento não equivale a escala. As empresas que estão saindo na frente não são apenas as que estão financiando IA. São as que estão construindo a infraestrutura (segura, resiliente e observável) que permite à IA operar de forma consistente em toda a organização.

A próxima vantagem competitiva não vai para quem tiver o maior orçamento de IA. Vai para quem tiver a base tecnológica para converter esse investimento em resultado operacional.

 

O papel do parceiro tecnológico nessa jornada

Construir infraestrutura para IA em produção não é uma tarefa que se resolve com um único produto ou fornecedor. É uma disciplina de integração: redes de alto desempenho, arquiteturas de nuvem híbrida, soluções de identidade e acesso, plataformas de observabilidade e frameworks de governança precisam funcionar de forma coesa.

A Axians atua como parceiro tecnológico de organizações que buscam estruturar essa base, não apenas para suportar os workloads de hoje, mas para operar com segurança à medida que a adoção de IA escala.

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Fonte de referência: “Agentic AI won’t scale on ambition. It will scale on infrastructure.” CIO.com, maio de 2026.